A poesia, janela da minha alma.

domingo, 3 de outubro de 2010

Esfinge

Decifra-me – Gustavo Lacombe

Te olho sem saber como prever
O que tenho que fazer
Decifro-te ou morro
Devorado sem saber

E mais estranho é calcular
Um passo pra tentar
Descobrir o que é
Por que consegue o que quer

Será que ouve o que gosta
Ou o que falo te incomoda
Mudo minha pessoa
Pra tentar te trazer à tona

Zomba meus erros do caminho
Não perdoa uma falha
Tão fácil de entender
Que envolta há uma muralha

Protegendo contra os medos
Traumas, segredos e afins
Louco quem tentar
Explorar o teu sorrir

Mesmo com o tanto
Que mostra para mim
Parece que cada dia
Eu sei menos de ti

Mais insano ainda
É querer continuar
Procurando uma maneira
Uma porta pra entrar



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Quem sabe o q dizem os olhos de uma mulher?

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